Sair do Skool e ir para um site próprio parece um jeito de economizar: sem taxas, com a sua marca e com tudo sob o seu controle. E, com a IA, montar o site parece coisa de um fim de semana. Mas o que você mais perde ao sair não aparece em nenhuma fatura: a confiança de pagar numa plataforma que os seus membros já conhecem e todas as pessoas que o Skool coloca diante da sua comunidade. Isso nenhum plugin compra.

E, em dinheiro, a conta também não fecha. Se você está no plano Pro, a economia em taxas é pequena ou nenhuma (no Brasil, cobrar pelo Stripe sai até mais caro); os custos fixos sobem; o IVA passa a ser problema seu; e, na mudança, uma parte dos seus membros pagantes não vai junto. A IA faz o site para você. O que ela não faz é trazer membros, cobrar o IVA deles nem responder quando alguém não consegue entrar num domingo à noite.

Um esclarecimento antes de continuar: somos o SkoolRank, um ranking de comunidades do Skool, então não somos neutros. Achamos que, para a maioria das comunidades, ficar no Skool é a melhor decisão, e aqui explicamos por quê. Não temos links de afiliado do Skool nem de nenhuma das ferramentas que citamos.

Os preços do Skool, do Stripe e das outras ferramentas foram conferidos nos sites de cada um em 26 de outubro de 2026. Estão em dólares americanos, a não ser quando indicamos outra moeda. Eles mudam com frequência; se mudarem, vamos atualizar o artigo.

Por que tantos donos pensam em sair do Skool

Nos últimos meses, aparecem cada vez mais vídeos com títulos do tipo "saí do Skool e criei minha própria plataforma com IA". As ferramentas que escrevem código a partir de uma conversa fizeram um site com cursos, área de membros e pagamentos parecer coisa de poucos dias. E várias plataformas concorrentes do Skool publicam guias para você migrar do Skool, porque esses donos são clientes delas.

Os motivos que se ouvem são quase sempre os mesmos:

  • "O Skool fica com muito de cada venda." No plano Hobby, 10% mais 30 centavos de dólar. É muito se você já fatura bem; no Pro é bem menos, e daqui a pouco você vai ver que não passa do que você pagaria por conta própria.
  • "Quero a minha própria marca." É verdade que todas as comunidades do Skool se parecem. É uma decisão do Skool, não um descuido, e tem o seu lado bom: os seus membros não precisam aprender nada.
  • "A sua audiência não é sua: você está em terreno alugado." Tem um fundo de verdade, e tem uma solução que não passa por sair. Explicamos mais abaixo.
  • "O Skool pode mudar as regras quando quiser." Verdade. O Stripe também pode, e a sua hospedagem, os plugins que você usa e a ferramenta de IA com que você fizer o site.
  • "Com a IA eu faço sozinho, de graça." O site, talvez. O resto, não. E as ferramentas de IA também não são de graça.

Alguns desses motivos têm fundamento, e dizemos quando. Mas quase todos olham só o que você paga ao Skool, não o que o Skool faz por esse dinheiro. E o mais valioso que ele faz não tem preço.

O que não tem preço: a confiança e as pessoas que o Skool traz

Um site próprio dá para pagar. O que não se compra é que as pessoas confiem nele e que cheguem até ele. É a primeira coisa que fica para trás quando você sai do Skool, e a que mais demora para voltar, se voltar.

A confiança de quem paga

Quando alguém entra na sua comunidade do Skool, paga numa plataforma que conhece ou de que já ouviu falar, com a mesma página de pagamento de qualquer outra comunidade, e sabe que pode cancelar pelo perfil em dois cliques, como em todas. Não precisa confiar em você para passar o cartão: basta confiar no Skool.

No seu site, esse mesmo visitante vê uma página que não conhece pedindo os dados do cartão. E fica na dúvida: se é seguro, se vai conseguir cancelar, se tem alguém de verdade por trás. Segundo o Baymard Institute, que estuda como as pessoas compram na internet, quase um em cada cinco compradores dos Estados Unidos que abandonam uma compra no meio do caminho fazem isso porque não confiam no site para passar o cartão. Você sabe que o seu é sério. Quem chega pela primeira vez, não.

A confiança também está no que se vê antes de pagar. Na página About da sua comunidade do Skool, o visitante vê quantos membros você tem, quantos estão online naquele momento e quem está à frente dela. E sabe que o Skool tem regras contra spam e contas falsas que protegem os membros. Num site novo, tudo isso começa do zero, e quem constrói é você.

As pessoas que o Skool coloca diante da sua comunidade

O Skool não é só o lugar onde fica a sua comunidade: é o lugar onde as pessoas procuram comunidades. Segundo a Similarweb, em setembro de 2026 o skool.com estava entre os 1.100 sites mais visitados do mundo, e uma parte dessas visitas vai ao Discovery, o buscador de comunidades do Skool, procurar uma para entrar. As que crescem, têm atividade e fazem os membros voltarem sobem na categoria. Cada membro que chega por ali é um que você não precisou pagar nem correr atrás. Explicamos como funciona em como aparecer no Skool Discovery.

Além disso, existe o Growth Boost, que já vem ativado e com o qual o Skool anuncia a sua comunidade com o próprio orçamento. Ele fica com 30% do que pagam os membros que traz, mas só desses: se não trouxer ninguém, você não paga nada.

E existe a própria rede. Quem já está numa comunidade do Skool descobre outras e entra com um clique, com a mesma conta, sem preencher os dados de novo. Quando você diz "tenho uma comunidade no Skool", muita gente já sabe o que é, como se entra e como se paga. Com um site próprio, cada visitante começa do zero: primeiro você tem que explicar o que é o seu site e, depois, convencê-lo a confiar.

No seu site, ninguém chega sozinho. Cada visita vem das suas redes, de anúncios que você paga por clique ou de um bom posicionamento no Google, que leva meses para chegar.

O app e as notificações no celular

Os seus membros têm o app do Skool no celular, para iPhone e Android (só o de Android passa de um milhão de downloads), e recebem notificações do que acontece nas comunidades deles. É essa notificação que os faz voltar.

O seu site é uma aba do navegador que cai no esquecimento. Para ter o mesmo, você precisa de um app próprio, e ele não sai barato: o BuddyBoss, o plugin de comunidades mais conhecido do WordPress, vende o dele a partir de US$ 99 por mês para uma só loja e US$ 199 para as duas, e o Kajabi só o inclui no plano Pro, de US$ 399 por mês no pagamento anual. Fazer o seu por conta própria é outro projeto, com custos próprios.

O hábito dos seus membros

Muitos dos seus membros também estão em outras comunidades do Skool. Entram todos os dias com a mesma conta, e as suas publicações aparecem para eles junto com as das outras.

No seu site, por outro lado, eles precisam criar mais uma conta, guardar mais uma senha e lembrar de entrar. Cada passo a mais é uma chance de não voltarem e, numa comunidade paga, quem para de entrar acaba cancelando.

O ecossistema do Skool

Ao sair, você também deixa para trás coisas que só existem dentro do Skool. O programa de afiliados paga a você 40% da assinatura de cada pessoa que abrir uma comunidade pelo seu link, e os seus membros são os primeiros candidatos: eles veem todos os dias como a sua funciona. Existem os Skool Games, o desafio entre donos que o Skool criou com Alex Hormozi (contamos a história em Alex Hormozi e Skool), e os criadores que falam do Skool todos os dias no YouTube e nas redes. E vitrines como o SkoolRank, onde já ordenamos quase 4.000 comunidades por categoria e idioma: só reúnem comunidades do Skool. Adicionar a sua é grátis.

As taxas: o que você realmente economiza

Agora sim, o dinheiro. O Skool cobra uma mensalidade e uma taxa sobre cada pagamento dos seus membros:

  • Hobby: US$ 9 por mês e 10% mais 30 centavos de dólar de cada cobrança.
  • Pro: US$ 99 por mês e 2,9% mais 30 centavos (3,9% nas cobranças de US$ 900 ou mais).

Essa taxa é a mesma venha o cartão de onde vier, não há nada à parte para cobrar assinaturas, e o Skool paga você na moeda do seu país sem cobrar a conversão.

No seu site, o normal é cobrar com o Stripe. A tarifa base dele nos Estados Unidos também é de 2,9% mais 30 centavos, mas a isso se somam extras que no Skool você não paga:

  • 1,5% se o cartão for de outro país.
  • 0,7% pela gestão de assinaturas (Stripe Billing).
  • 0,5% se você usar o Stripe Tax para calcular os impostos de cada venda.
  • US$ 15 por contestação, quando um cliente contesta uma cobrança no banco.

No Brasil, as tarifas são outras: 3,99% mais R$ 0,39 com cartões nacionais e mais 2% com cartões internacionais. A parte das assinaturas custa os mesmos 0,7%, e cada contestação custa R$ 55. O Stripe Tax não está disponível para empresas sediadas no Brasil, então não entra na conta: o cálculo dos impostos fica por sua conta.

Assim fica o que você pagaria em cada caso por uma mensalidade, contando a parte das assinaturas e, onde existe, o cálculo de impostos do Stripe:

CasoSkool ProSeu site com Stripe
Dono nos EUA, membro dos EUA2,9% + US$ 0,304,1% + US$ 0,30
Dono nos EUA, membro de outro país2,9% + US$ 0,305,6% + US$ 0,30
Dono no Brasil, membro do Brasil (cartão nacional)2,9% + US$ 0,304,69% + R$ 0,39
Dono no Brasil, membro de fora (cartão internacional)2,9% + US$ 0,306,69% + R$ 0,39

Com mensalidades, cobrar por conta própria não sai mais barato em nenhum dos quatro casos. No Brasil, a taxa fixa do Stripe é menor (R$ 0,39 é bem menos que 30 centavos de dólar), mas não compensa a porcentagem: com 100 membros que pagam US$ 49 por mês, 1,79 ponto a mais dá cerca de US$ 88 por mês, e a taxa fixa menor devolve menos de US$ 30. Se muitos dos seus membros são de outros países, como acontece em tantas comunidades em português, a diferença chega a quase 3,8 pontos. Nem os pagamentos únicos mudam a conta: sem a parte das assinaturas, o Stripe no Brasil fica com 3,99%, mais de um ponto acima do Skool Pro. Numa venda de US$ 49, são cerca de 53 centavos de dólar a mais, dos quais a taxa fixa menor devolve menos de 30. Para ser justo, há um ponto a favor do site: nele, o membro brasileiro pagaria em reais. No Skool, ele paga em dólar, e quem faz a conversão é o banco dele.

E isso se você puder usar o Stripe. No Brasil, pode: com o México, é o único país da América Latina onde dá para abrir uma conta diretamente. Mas isso só é possível em pouco mais de quarenta países. Em Portugal também dá; em Angola, Moçambique ou Cabo Verde, não. O Skool, por outro lado, paga donos nesses três países, e também na Argentina, na Colômbia, no Peru ou no Chile, entre muitos outros, no banco e na moeda de cada um. Para quem mora num deles, sair do Skool pode significar ficar sem um jeito simples de cobrar no cartão.

Se o que pesa são os 10% do Hobby

Aqui está a diferença de verdade, e ela tem uma solução mais simples que sair: mudar para o Pro. Ele compensa assim que os seus membros pagam, no total, cerca de US$ 1.270 por mês (cerca de US$ 1.050 se você paga o Skool por ano). A partir daí, a taxa cai para 2,9%, que, como você acabou de ver, é igual ou menor do que você pagaria por conta própria. A conta completa, com tabelas por preço e número de membros, está em quanto custa o Skool.

Quanto custa por mês o seu site próprio

A taxa é o que aparece. O que não aparece é que, no Skool, a mensalidade inclui tudo: membros, cursos, vídeos e chamadas ao vivo ilimitados, o app, os e-mails para os seus membros e as cobranças. No seu site, cada uma dessas peças é um serviço à parte, com a própria fatura.

Há dois caminhos comuns, e os dois têm custos fixos mesmo antes de você vender qualquer coisa.

Com WordPress

O WordPress é grátis, mas, para ele fazer o que o Skool faz, você precisa de uma hospedagem à altura e de vários plugins pagos. Uma combinação comum, com o plano de entrada de cada um e pagando por ano:

PeçaExemploPrimeiro anoDepois
Hospedagem gerenciadaKinsta (Launch)US$ 30 por mêsUS$ 30 por mês
Cursos, área de membros e cobrançasMemberPress (Growth)US$ 349,50 por anoUS$ 699 por ano
ComunidadeBuddyBoss (Start)US$ 99 por anoUS$ 199 por ano
Vídeos privadosVimeo (Starter)US$ 12 por mêsUS$ 12 por mês
Total aproximadocerca de US$ 79 por mêscerca de US$ 117 por mês

Atenção a dois detalhes. Os plugins vendem barato no primeiro ano e renovam pelo dobro. E o plano mais barato do MemberPress (US$ 199,50 no primeiro ano e US$ 399 depois) ainda fica com 4,9% de cada pagamento, além do que o Stripe cobra: mais que o Skool Pro.

Com um aplicativo feito com IA

Se você mesmo fizer o site com uma ferramenta de IA, a fatura muda de forma, mas não desaparece:

PeçaExemploPreço
Ferramenta de IALovable ou Bolt (Pro), Replit (Core)US$ 20-25 por mês
HospedagemVercel (Pro)US$ 20 por mês
Banco de dados e usuáriosSupabase (Pro)a partir de US$ 25 por mês
VídeosVimeo (Starter), ou Bunny Stream ou Mux por usoa partir de US$ 12 por mês
E-mails (avisos, senhas)Resend (Pro) ou PostmarkUS$ 15-20 por mês
Total aproximadocerca de US$ 100 por mês

Algumas ferramentas de IA incluem a hospedagem e baixam um pouco a conta. Mas você não para de pagar a ferramenta quando o site fica pronto: vai precisar dela toda vez que algo quebrar ou que você quiser mudar alguma coisa.

Se além disso você quiser um app nas lojas, a Apple cobra US$ 99 por ano pelo programa de desenvolvedores, e o Google, US$ 25 uma única vez. Isso é só a entrada: o app precisa ser feito, publicado, aprovado nas revisões de cada loja e mantido.

Diante de tudo isso, o Skool Pro custa US$ 99 por mês (US$ 82 no pagamento anual), e o Hobby, US$ 9. E em nenhuma dessas contas está o mais caro de tudo: as horas, suas ou de quem ajudar você, para montar, consertar e manter tudo em dia.

O que passa a ser problema seu

Além da confiança, das pessoas e do dinheiro, ao sair do Skool você leva junto um monte de trabalho que hoje o Skool faz por você.

O IVA e os impostos

O Skool atua como vendedor perante os seus membros (o que em inglês se chama merchant of record): o membro paga ao Skool, e o Skool paga você. Por isso, nos países onde isso se aplica, o Skool soma o IVA ao preço, cobra, declara e recolhe, e nos Estados Unidos também cuida do imposto sobre vendas. Você recebe o mesmo que receberia se não houvesse impostos.

No seu site, o vendedor é você, e os impostos também. E não são poucos:

  • União Europeia. Um curso ou uma comunidade online contam como serviços eletrônicos e pagam o IVA do país do cliente, não o seu. Se a sua empresa está fora da UE, no Brasil por exemplo, não há mínimo: desde a primeira venda a um consumidor europeu, você precisa cobrar o IVA dele e declarar, normalmente pelo balcão único da UE (OSS), no regime extra-UE. Se você está dentro da UE, o limite é de 10.000 euros por ano em vendas a consumidores de outros países da UE; passado esse limite, você também cobra de cada cliente o IVA do país dele e declara pelo mesmo balcão único, no regime da União.
  • Reino Unido. Se a sua empresa está fora, também não há mínimo: assim que você vende um curso gravado a um consumidor britânico, precisa se registrar no IVA (20%) nos 30 dias seguintes.
  • Estados Unidos. Não existe um imposto federal sobre vendas: cada estado decide se tributa produtos digitais e a partir de quanto vendido você precisa cobrar. Em Washington, por exemplo, a partir de US$ 100.000 por ano em vendas para aquele estado.

Há dois jeitos de resolver isso. Um é fazer você mesmo: calcular o imposto de cada venda (o Stripe Tax cobra 0,5% por isso, e no Brasil nem está disponível), se registrar onde for preciso e entregar as declarações a cada trimestre, quase sempre com um contador. O outro é pagar uma empresa que seja a vendedora no seu lugar, como a Paddle ou a Lemon Squeezy, que cobram 5% mais 50 centavos por venda: bem mais que o Skool Pro, que faz o mesmo.

As cobranças que falham, os reembolsos e as contestações

Todo mês, o cartão de alguém vence ou uma cobrança é recusada. No Skool, a cobrança é tentada de novo automaticamente (no painel você vê quantas tentativas já foram feitas), é testada em outro cartão se o membro tiver salvado um, e quem não paga perde o acesso sem você precisar fazer nada. Os reembolsos são feitos no próprio painel, inteiros ou parciais, com um clique.

No seu site, tudo isso é você que configura e acompanha: as novas tentativas, os e-mails de aviso, tirar o acesso de quem não paga e devolvê-lo quando paga, os reembolsos e as contestações, que no Stripe custam US$ 15 cada (R$ 55 no Brasil).

Os pontos, os níveis e a classificação

No Skool, cada curtida dá um ponto, os pontos fazem subir de nível (são nove), existe uma classificação dos mais ativos e você pode liberar cursos quando alguém chega a um nível. Parece um jogo, mas é o que faz as pessoas participarem e voltarem, e isso, numa comunidade paga, vale dinheiro.

No WordPress dá para imitar com plugins, e num aplicativo próprio dá para programar. Nenhuma das duas coisas sai de graça, e quase nunca fica tão bem feita.

A segurança e a manutenção

No Skool, a segurança, os backups e as falhas são problema do Skool. No seu site, são problema seu.

Se o seu site é WordPress, a maioria dos riscos está nos plugins. Segundo o último relatório da Patchstack, uma empresa de segurança especializada em WordPress, em 2025 foram descobertas 11.334 falhas de segurança novas no WordPress, 91% delas em plugins, e quase metade (46%) continuava sem correção do desenvolvedor quando veio a público. O seu site é tão seguro quanto o plugin menos cuidado que você tiver instalado, e mantê-los atualizados é trabalho seu.

Se você fez o site com IA, o risco é outro: o código funciona, mas nem sempre é seguro. Nos testes da Veracode com mais de cem modelos de IA, o código gerado introduziu alguma falha de segurança em 45% das tarefas em 2025, e em 2026 o resultado quase não melhorou (44%). E isso já aconteceu de verdade: em 2025, um pesquisador analisou 1.645 aplicativos feitos com o Lovable, uma das ferramentas mais populares para criar sites com IA, e em 170 encontrou o banco de dados mal protegido, com dados como nomes e e-mails dos usuários ou os pagamentos deles ao alcance de qualquer pessoa. O Lovable respondeu que proteger os dados de cada aplicativo é responsabilidade de quem o cria. Ou seja, sua.

Um vazamento assim não é só um problema técnico. Na Europa, a lei de proteção de dados obriga você a avisar as autoridades em 72 horas. E é o jeito mais rápido de perder o que mais custa conquistar: a confiança dos seus membros.

E tem uma coisa que ninguém conta: o suporte passa a ser você. "Não consigo entrar", "o e-mail não chegou", "fui cobrado duas vezes". No Skool, os problemas da plataforma são resolvidos pelo Skool. No seu site, escrevem para você, a qualquer hora.

O seu tempo

É o mais caro de tudo e o que menos se conta. Montar o site é só o começo: depois é preciso atualizar, consertar o que quebra a cada atualização, responder dúvidas técnicas e acrescentar o que os seus membros pedem.

Cada hora que você passa com um plugin ou pedindo para a IA corrigir um erro é uma hora que você não dedica aos seus membros, à próxima aula ou a conseguir clientes. No Skool, essas horas são suas.

A mudança: os membros que ficam pelo caminho

Suponha que, mesmo assim, você decida sair. O mais delicado não é o site, e sim os seus membros pagantes.

As assinaturas não vão junto com você. Todas as cobranças passam pela conta do Skool (você nem pode conectar o seu próprio Stripe), então não há como levá-las: cada membro vai ter que se cadastrar de novo no seu site e digitar o cartão outra vez, agora numa página que não conhece. Alguns vão fazer isso no primeiro dia; outros vão deixar para depois, e alguns nunca vão fazer.

Não há dados públicos sobre quantos se perdem numa mudança dessas; depende de cada comunidade. Mas faça a conta com a sua: se você tem 200 membros que pagam US$ 49 por mês e 20 não fazem a troca, são US$ 980 a menos todo mês, quase dez vezes a mensalidade do Pro.

Também não se mudam sozinhos as publicações e os comentários, os pontos e os níveis de cada membro, nem o link da sua comunidade que você vem compartilhando há meses. E o seu lugar no Discovery, que custa tanto conquistar, se perde com a comunidade.

O que é verdade nas críticas ao Skool

Somos a favor do Skool, mas não de enganar você. Estas críticas têm fundamento:

  • O design é o que é. Você pode mudar o ícone, a capa, a página About e os nomes dos níveis, e pouco mais. Se a sua marca precisa de um espaço próprio de cima a baixo, o Skool não vai dar isso.
  • Os cursos são simples. Não há provas, tarefas nem certificados, e as aulas são liberadas por dias desde a entrada do membro ou por nível, não numa data específica.
  • O endereço é do Skool. Com o Pro, você pode trocá-lo por um com a sua marca, mas continua sendo skool.com/sua-marca. O seu próprio domínio não dá para usar.
  • Não há funis de e-mail. Você pode escrever para todos os seus membros com um clique, mas não montar sequências automáticas de e-mails como no Kajabi.
  • Você depende de uma empresa. Se o Skool muda os preços ou as regras, isso afeta você. É um risco real, embora o seu site também dependa do Stripe, da hospedagem e de cada plugin.

Quando ter a sua própria plataforma compensa

Há casos em que sair, ou nem chegar a entrar, faz sentido:

  • Treinamento para empresas que exige certificados, relatórios de progresso ou formatos de e-learning como o SCORM.
  • Cursos com provas avaliadas ou diplomas reconhecidos.
  • Uma marca grande, com equipe técnica e orçamento, que já tem a confiança e a audiência, e para a qual ter um espaço próprio vale mais do que tudo o que perde.
  • Um produto que não é uma comunidade, como uma ferramenta ou um aplicativo.

Se você não se encaixa em nenhum desses casos, o mais provável é que valha a pena ficar. E, se o que você procura é outra plataforma, e não um site próprio, comparamos uma por uma em alternativas ao Skool.

O melhor dos dois mundos: o seu site e o Skool

Existe um jeito de ter o melhor das duas coisas sem perder nada: o seu site para atrair as pessoas e o Skool para todo o resto.

No seu site você coloca o que é seu: o seu domínio, a sua marca, um blog que traga visitas do Google e, principalmente, uma lista de e-mails. Essa lista é sua de verdade: se um dia o Skool mudasse algo de que você não gosta, você poderia escrever para todas essas pessoas. E, dentro do Skool, você também não fica de mãos atadas: na aba de membros, dá para exportar a lista com as respostas às perguntas de admissão, e o e-mail de cada membro aparece nas configurações dele.

No seu site, os botões levam à sua comunidade do Skool, e lá os seus membros entram, aprendem, participam e pagam, numa plataforma em que já confiam.

Antes de sair, faça estas perguntas

Se, depois de ler tudo isto, você continua pensando em sair, responda antes a estas perguntas com os seus números:

  1. Quantos dos seus membros chegaram pelo Discovery ou por outras comunidades do Skool? De onde vão sair os substitutos deles?
  2. Um desconhecido vai confiar em passar o cartão no seu site tanto quanto no Skool?
  3. Quanto você paga hoje ao Skool por mês, somando a mensalidade e as taxas? E quanto pagaria no outro plano?
  4. Quanto o seu site custaria por mês, com hospedagem, plugins, vídeos, e-mails e ferramentas?
  5. Quem vai calcular, cobrar e declarar o IVA de cada venda?
  6. Quem conserta o site se ele cair num domingo à noite?
  7. Quantos membros pagantes você acha que vão fazer a troca? E se forem a metade?
  8. O que falta para você no Skool: são os seus membros que pedem, ou é você que quer?
  9. O que você faria com as horas que gastaria para montar e manter o site?

Se as respostas saírem a favor do seu site, vá em frente: o negócio é seu, e ninguém o conhece melhor que você. Se não, você já sabe tudo o que economiza ficando.

Perguntas frequentes

O Skool vale a pena?

Para a maioria das comunidades com cursos e chamadas, vale. Por US$ 9 por mês (ou US$ 99 no Pro), você tem a comunidade, os cursos, o calendário, o app e as cobranças com o IVA resolvido. E tem algo que nenhum site próprio dá: uma plataforma em que as pessoas já confiam e um buscador, o Discovery, que pode trazer membros para você.

Skool ou WordPress?

O WordPress dá controle total do design e do seu domínio, mas, para ter o que o Skool já traz, você precisa de hospedagem, vários plugins pagos (cursos, área de membros, comunidade), um serviço de vídeo e tempo para manter tudo. E você começa sem a confiança e sem as pessoas que o Skool traz. O que funciona muito bem é combinar os dois: o WordPress para o seu site e o seu blog, e o Skool para a comunidade.

Ter a sua própria plataforma sai mais barato?

Quase nunca. Com o plano Pro, a taxa do Skool é igual ou menor que a do Stripe, e no Brasil fica bem abaixo, ainda mais se você tem membros de outros países. A isso o seu site soma hospedagem, plugins ou ferramentas, vídeos, e-mails e a gestão do IVA. E o mais caro não é o dinheiro: são os membros que deixam de chegar e os que não confiam em pagar num site que não conhecem.

Por que as pessoas confiam mais em pagar no Skool?

Porque é uma plataforma conhecida, o pagamento é igual em todas as comunidades e cancelar é fácil pelo perfil. Num site novo, o visitante não sabe se é seguro nem se vai conseguir cancelar, e essas dúvidas fazem muitos desistirem de pagar.

Posso exportar os meus membros do Skool?

Pode. Na aba de membros há um botão para exportar a lista com as respostas às perguntas de admissão, e o e-mail de cada um aparece nas configurações de membro. Mesmo assim, o que realmente dá a você uma audiência própria é a sua lista de e-mails, no seu site.

Posso usar o meu próprio domínio no Skool?

Não. Com o plano Pro, você pode trocar o endereço da sua comunidade por um com a sua marca (a primeira troca está incluída e as seguintes custam US$ 100), mas continua sendo skool.com/sua-marca. Se você quer o seu domínio, use-o no seu site e coloque ali o link para a sua comunidade.

O que acontece com os meus membros se eu sair do Skool?

As assinaturas não são transferidas: cada membro pagante precisa se cadastrar de novo e digitar o cartão no seu novo site. Também não levam as publicações, os pontos nem o nível. Avise com antecedência e já conte que uma parte não vai fazer a troca.

Posso criar a minha própria plataforma com IA?

Pode: com as ferramentas de hoje, dá para montar um site com cursos, área de membros e pagamentos sem saber programar. O difícil vem depois: fazer as pessoas confiarem, fazer gente chegar, a segurança, os impostos, as cobranças que falham e o suporte. A IA ajuda você a construir o site, mas não o mantém por você nem traz membros.