Não existe um preço certo para todas as comunidades do Skool. Uma comunidade de crochê e uma de advogados aprendendo a usar inteligência artificial podem ser igualmente boas e cobrar valores bem diferentes. E as duas podem estar certas.

O que existe é um jeito de chegar ao seu. Ele sai de três números: o mínimo que você precisa cobrar para valer a pena, quanto custam as alternativas que o seu membro tem e quanto vale para ele o resultado que você o ajuda a conseguir. O seu preço fica entre o primeiro e o terceiro, e o segundo mostra onde.

Neste artigo, explicamos como calcular cada um, que formas de cobrar o Skool oferece, quando vale a pena ter pagamento anual ou níveis e como aumentar o preço sem perder quem já está dentro. Os dados do Skool foram conferidos na página de preços e na central de ajuda dele em 24 de outubro de 2026.

Pelo que os seus membros pagam de verdade

Antes de pensar em valores, uma ideia que muda o jeito de olhar para eles: ninguém paga pelos seus vídeos nem pelas suas publicações. As pessoas pagam para chegar a algum lugar. Tocar a primeira música, fechar o primeiro cliente, dormir melhor, passar numa prova.

Por isso, duas comunidades com o mesmo número de cursos podem cobrar preços muito diferentes. Se a sua ajuda alguém a conseguir um emprego que paga mais, o preço vai ser comparado com esse salário. Se ajuda a pessoa a curtir mais um hobby, vai ser comparado com o que ela já gasta com esse hobby.

Escreva numa frase o que consegue alguém que passa três meses na sua comunidade. Se a frase não sair, o problema não é o preço: é que ainda não está claro o que você oferece, e isso aparece na hora de vender, seja qual for o valor.

Três maneiras de chegar a um número

O seu mínimo: o que você precisa para valer a pena

Comece por baixo. Pense em quanto você quer que a comunidade renda por mês e em quantos membros pagantes acredita que consegue reunir nos próximos meses, sendo realista. Disso sai o preço abaixo do qual não compensa.

Um exemplo: você quer que a comunidade deixe US$ 1.500 por mês e acha que consegue chegar a 60 membros pagantes. Descontando o que fica com o Skool, você precisa cobrar cerca de US$ 28 por mês de cada um (com essa receita, o plano Pro é o que mais compensa). Cobrando US$ 28, sobrariam US$ 1.514,28 por mês.

Dá para fazer essa conta com os seus próprios números na calculadora:

Calcule quanto sobra para você

Seus membros pagam US$ 2.950 por mês.

HobbyPro
O Skool fica com, por mêsUS$ 319US$ 200
Sobra para você por mêsUS$ 2.631US$ 2.750
Sobra para você por anoUS$ 31.572US$ 33.005

Com esses números, o plano Pro deixa mais para você.

Pagando o Skool mês a mês, antes de impostos e sem comissões de afiliados nem Growth Boost. Preços e taxas do Skool de 24 de outubro de 2026.

Teste vários preços e várias quantidades de membros. Você logo vai ver se a sua ideia se sustenta: se, para chegar ao que quer, você precisa de 600 membros a US$ 5, talvez o problema seja o preço, e não o número de membros.

Quanto custam as alternativas

O seu membro não avalia a sua comunidade isoladamente. Ele compara com o que faria se ela não existisse: comprar um curso, contratar sessões individuais com um profissional, entrar em outra comunidade ou aprender sozinho com vídeos grátis.

Faça uma lista dessas alternativas e de quanto elas custam. Não para copiar os preços, mas para saber onde você está. Se uma sessão individual com alguém da sua área custa US$ 100 por hora, uma comunidade com uma chamada em grupo por semana pode custar bem menos do que isso e ainda parecer uma boa compra. Se existem cursos completos sobre o seu tema por US$ 20, cobrar US$ 99 por mês exige oferecer algo que um curso não dá: acompanhamento, respostas, gente com quem avançar junto.

Veja também outras comunidades do seu tema no Skool. A página About delas mostra quanto cobram, e no SkoolRank você pode ver quais são as mais votadas de cada categoria.

O valor do resultado

É o teto. Pergunte a si mesmo quanto vale para o seu membro conseguir o que a sua comunidade promete. Às vezes dá para medir em dinheiro (um cliente a mais por mês, uma promoção, uma economia) e às vezes não (tocar violão no aniversário da filha), mas quase sempre dá para comparar com alguma coisa.

Ninguém paga o valor inteiro do resultado: se a sua comunidade ajuda alguém a ganhar US$ 500 a mais por mês, essa pessoa não vai pagar US$ 500 para você. Mas esse valor mostra quanta margem você tem. Quanto mais longe dele estiver o seu preço, mais fácil alguém dizer sim.

O que você inclui muda o preço

O preço depende muito mais do que você entrega do que do tema. Para o mesmo tema, estas três comunidades podem cobrar valores bem diferentes, e as três fazem sentido:

O que incluiPreço de exemploMembros para faturar cerca de US$ 1.500 a US$ 2.000
A comunidade e os cursosUS$ 19 por mês80 membros (US$ 1.520)
Tudo isso e uma chamada em grupo por semanaUS$ 49 por mês40 membros (US$ 1.960)
Tudo isso e acesso direto a você (revisões, mensagens)US$ 199 por mês10 membros (US$ 1.990)

São hipóteses para entender a ideia, não preços de mercado. Repare no que acontece: com 10 pessoas pagando US$ 199, você fatura ainda mais do que com 80 pagando US$ 19. A diferença está em quanto do seu tempo cada uma ocupa. Quanto mais acesso a você, mais alto pode ser o preço e menos membros cabem.

Por isso, antes de definir o preço, decida quanto tempo você quer dedicar à comunidade por semana. Uma comunidade de US$ 19 com 300 membros não consegue dar respostas pessoais a todo mundo; uma de US$ 199 com 10, sim.

Mensal, anual ou pagamento único

O Skool deixa você cobrar de cinco formas: grátis, com uma assinatura mensal ou anual, com um plano grátis e outro pago (freemium), com vários níveis pagos ou com um pagamento único. Para o preço, três delas importam mais.

Mensal. É a mais comum e a mais fácil de aceitar: o membro experimenta um mês e decide. Você cobra todo mês de quem continua.

Anual. O membro paga o ano inteiro de uma vez, normalmente com desconto. Um jeito simples de calcular o desconto é dar dois meses de presente: se você cobra US$ 29 por mês, o ano sai por US$ 290. O próprio Skool faz isso com os planos dele. Para o membro, sai mais barato; para você, o ano fica garantido adiantado e você paga menos taxas fixas, porque é uma cobrança só em vez de doze.

Você pode oferecer as duas opções e deixar cada um escolher. Como muda o que sobra para você em cada caso está explicado com números em quanto custa o Skool.

Pagamento único. Um pagamento só para entrar, sem mensalidade. Combina com cursos de acesso vitalício ou com turmas que duram algumas semanas. O preço costuma ser mais alto, porque você não cobra de novo. Também dá para vender cursos avulsos com pagamento único dentro de uma comunidade grátis ou por assinatura.

Grátis, freemium ou níveis

Um preço único deixa dois tipos de pessoa de fora: as que ainda não confiam o bastante para pagar e as que pagariam bem mais por algo extra. O Skool tem duas formas de não perder essas pessoas.

Freemium. Um plano grátis e um pago na mesma comunidade. Todo mundo entra de graça e, quando quiser, passa para o pago lá de dentro. Serve para as pessoas conhecerem você antes de pagar, desde que o plano pago tenha algo claro que o grátis não tem.

Níveis. Vários planos pagos na mesma comunidade, cada um com as suas vantagens. O Skool chama esses níveis de Padrão, Premium e VIP. Eles combinam com a tabela lá de cima: a comunidade e os cursos no Padrão, a chamada semanal no Premium e o acesso direto no VIP. Cada membro escolhe quanto quer de você.

Se você está começando, não precisa montar as três coisas de uma vez. Um preço só, bem explicado, costuma funcionar melhor do que três planos que ninguém entende. Os níveis fazem mais sentido quando você já sabe o que os seus membros pedem.

O teste grátis de 7 dias

Nas comunidades por assinatura, você pode oferecer 7 dias de teste grátis. O membro entra, vê como é por dentro e, se não gostar, sai sem pagar.

Funciona bem quando o que você oferece se entende melhor vendo do que lendo: uma comunidade ativa, com conversas e chamadas, convence mais em uma semana do que numa página About. Funciona pior se quase todo o valor está em cursos que dá para assistir em sete dias.

Um teste grátis não substitui um bom preço. Se muita gente testa e quase ninguém fica, o problema costuma estar no que a pessoa encontra lá dentro, não no que você cobra.

Aumentar o preço sem perder ninguém

No Skool, quando você aumenta o preço, os membros que já pagam continuam com o preço deles e não percebem nada. Só quem entra depois paga o novo.

Isso dá muita liberdade. Você pode começar com um preço de lançamento mais baixo para os primeiros membros (o que às vezes se chama de "preço de fundador") e subir à medida que acrescenta cursos, chamadas ou membros. Os primeiros se sentem premiados e você não perde ninguém.

Um exemplo: você tem 50 membros a US$ 19 e sobe o preço para US$ 29 para os novos. Se entrarem mais 30, você fatura US$ 1.820 por mês: US$ 950 dos primeiros e US$ 870 dos novos.

Avise dos aumentos com antecedência. Dizer "o preço sobe no dia 1º" é honesto se for verdade, e ajuda quem já estava pensando no assunto a se decidir. Inventar uma data que depois não se cumpre faz você perder credibilidade para a próxima.

O que o seu membro vê na hora de pagar

Todos os preços do Skool são em dólares americanos, e os seus membros pagam em dólar, morem onde morarem. Você recebe na moeda do seu país.

Nos países onde o Skool cobra o IVA, ele soma o imposto ao seu preço: se você define US$ 100 e o membro é de um país com IVA de 19%, ele paga US$ 119. Você continua recebendo o mesmo. Leve isso em conta se você tem membros na Europa, em Portugal por exemplo: o preço que eles veem na hora de pagar é mais alto que o da sua página.

O Skool não define um preço mínimo, e o máximo por cobrança é de US$ 100.000. Ou seja, quem põe o limite não é a plataforma: é o seu público.

Como saber se o seu preço funciona

O preço certo não sai no primeiro dia: você chega a ele testando. Estes sinais mostram para que lado mexer, e dá para ver todos eles na sua comunidade sem nenhuma ferramenta especial.

Ninguém reclama do preço. Parece boa notícia, mas pode querer dizer que ele está baixo. Se todo mundo que chega à sua página entra sem hesitar, você provavelmente poderia cobrar um pouco mais. Um preço bem calibrado faz algumas pessoas dizerem não.

Muita gente visita a sua página e quase ninguém entra. Antes de baixar o preço, veja se dá para entender o que você oferece. Se a página About não deixa claro o que alguém consegue na sua comunidade, nenhum preço vai parecer bom.

Entram, mas vão embora no segundo ou no terceiro mês. O problema não é o preço: o que as pessoas encontram lá dentro não está à altura do que esperavam. Baixar o preço só faria com que fossem embora pagando menos. Pergunte a quem sai do que sentia falta.

Quem fica pede mais. Mais chamadas, mais ajuda direta, mais conteúdo sobre um tema. É o sinal de que você pode abrir um nível mais caro para essas pessoas sem mexer no preço dos outros.

Dê a cada preço pelo menos dois ou três meses antes de julgar. Em menos tempo, o que você vê depende mais da sorte de quem chegou naquela semana do que do preço.

Erros comuns ao definir o preço

  • Cobrar muito pouco para atrair mais gente. Com US$ 5 por mês, você precisa de muitos membros para valer a pena, e cada um pede o mesmo tempo que alguém que paga US$ 50. Além disso, um preço muito baixo passa a impressão de que não há muita coisa lá dentro.
  • Mudar o preço a cada poucas semanas. Confunde quem estava pensando em entrar e não deixa você ver o que funciona. Escolha um, dê alguns meses a ele e analise com dados.
  • Copiar o preço de uma comunidade grande. Uma comunidade com milhares de membros e um nome conhecido pode cobrar valores que uma nova não pode, e o contrário também acontece: ela pode cobrar pouco porque compensa no volume.
  • Oferecer opções demais. Mensal, anual, três níveis e cursos avulsos desde o primeiro dia deixam as pessoas em dúvida. Comece simples e acrescente quando pedirem.
  • Não explicar o que está incluído. O mesmo preço parece caro ou barato conforme você conta bem ou mal o que tem lá dentro. A sua página About precisa deixar isso claro antes de alguém ver o valor.

Como montar essa página e o resto da comunidade do zero está em como criar uma comunidade no Skool. E se você quer ver quanto sobra de cada preço à medida que cresce, os exemplos completos estão em ganhar dinheiro com Skool.

Perguntas frequentes

Quanto cobrar por uma comunidade do Skool?

Depende do que você inclui e de para quem ela é. Calcule o seu mínimo (o que você precisa cobrar com os membros que espera ter), veja quanto custam as alternativas do seu membro e defina um preço que fique bem abaixo do valor do resultado que você o ajuda a conseguir.

Posso mudar o preço da comunidade depois?

Pode. Se você aumentar, os membros que já pagam mantêm o preço deles, e só quem entra depois paga o novo. Por isso é mais fácil subir do que baixar.

O meu preço inclui o IVA?

Não. Nos países onde o Skool cobra o IVA, ele soma o imposto ao seu preço e cuida da declaração. Você recebe o mesmo que receberia sem IVA.

Posso cobrar em reais ou na minha moeda?

Não: todos os preços do Skool são em dólares, e os seus membros pagam em dólar. Você recebe o dinheiro na moeda do seu país.

É melhor uma comunidade grátis ou paga?

Depende do que você busca. Uma comunidade grátis reúne gente mais rápido e deixa você vender outras coisas depois; uma paga traz receita desde o começo e membros mais comprometidos. O plano freemium do Skool junta as duas coisas: todo mundo entra de graça e quem quer mais paga.

Quantos membros eu preciso com o meu preço?

Coloque o seu preço e diferentes quantidades de membros na calculadora deste artigo: ela mostra quanto sobra para você em cada plano do Skool, por mês e por ano.